Uma das dificuldades mais comuns entre os adolescentes, é conseguir entender as mudanças que ocorrem nessa fase da vida.
É muito comum que essa dificuldade acabe por refletir em suas emoções, causando mau humor, irritação em relação a tudo o que os outros falam ou fazem, tendo a sensação de que ninguém é capaz entender seus sentimentos ou pensamentos.
A adolescência marca um período em que o futuro parece ter chegado, mudam os interesses, as exigências e as relações. Os pais não sabem como tratar seus filhos, ora são crianças demais, ora são grandes demais. Diante disso, nada mais natural do que a sensação da incompreensão vivida pelo adolescente.
Como se não bastasse tudo isso, outras exigências são impostas ao adolescente, escolher uma profissão é uma delas, surgindo muitos conflitos por causa dessa necessidade. Além disso, surgem as primeiras paixões, desilusões, a incerteza de ser amado ou atraente para a pessoa de quem se gosta.
Infelizmente, todos esses conflitos não se resolvem facilmente. A insatisfação com vários aspectos da própria vida, as incertezas sobre o amor e as angústias em torno da profissão, acompanham as pessoas pela vida a fora. Afinal, são essas angústias que fazem com que nos movimentemos procurando mudanças que melhorem nossas vidas. O que há de especial em todos esses conflitos durante a adolescência, é que eles mostram que estão crescendo e amadurecendo.
Quando aprendemos a lidar com as incertezas, ficamos mais fortes para fazer as mudanças necessárias. É esse o sentido de todas as dúvidas que povoam a adolescência.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Stress
O estresse vem atacando nosso organismo cada vez mais cedo.
No passado, não havia estudos aprofundados e foi a partir daí que o stress foi lido como o facilitador de todos os males. Hoje em dia, basta uma pessoa se irritar com qualquer coisa para alguém diagnosticar como estressada.
Segundo Hans, um famoso endocrinologista do Canadá, a definição correta para o stress, seria um conjunto de reações que o organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço para adaptação. Muitas vezes, o estressado não se dá conta da carga emocional e do seu estado de confusão mental. Os piques de humor e instabilidade gerando situações indesejadas, pode estar relacionada ao stress.
A pressão sofrida pelo adolescente para que escolha o curso certo, passe nas provas e consiga vaga em uma boa universidade, pode fazer com que ele se sinta em um estado constante de tensão, tanto pelas exigências vindas dos outros quanto pelas provenientes de si mesmo.
Nesses casos os sintomas identificados no final do ano são, dificuldade de concentração, problemas de memória, mau humor, problemas de sono, etc. Além desses, outros sinais de stress podem aparecer como se sentir preocupado e sob pressão o tempo todo, ter dificuldade para relaxar, aumento excessivo de irritabilidade, ter vontade de fugir e abandonar tudo, sentir muito medo do fracasso, perder o prazer de realizar atividades que antes eram muito agradáveis, entre outros.
Outro motivo que causa stress no adolescente, se refere a separação dos pais, que como conseqüência, pode ocasionar um acúmulo de pressões e de mudanças na rotina que pode deixar qualquer criança ou adolescente estressado. Outro caso pode ser um namoro complicado, uma gravidez inesperada, uma mudança muito brusca na rotina, o excesso de atividades, a morte de uma pessoa muito querida ou qualquer alteração muito significativa na vida.
Na correria do dia a dia, ficou difícil para todas as faixas etárias manterem-se em um patamar longe do stress. O stress é um processo, o seu desenvolvimento vai depender da resistência psicológica do indivíduo, da sua personalidade e do seu modo de perceber as coisas que se passam a sua volta. Pode ser rápido ou longo.
É importante tentar ao máximo manter-se longe da carga negativa causada pelo cotidiano, uma alimentação saudável e equilibrada, exercício físico e tentar melhorar a qualidade de vida investindo nas amizades, uma vida social e afetiva prazerosa e principalmente reservar um tempo para fazer aquilo que gosta e que o deixa relaxado. Dessa forma, desde a adolescência, é possível se prevenir contra o mal da vida moderna, preservando a saúde e o bem estar.
No passado, não havia estudos aprofundados e foi a partir daí que o stress foi lido como o facilitador de todos os males. Hoje em dia, basta uma pessoa se irritar com qualquer coisa para alguém diagnosticar como estressada.
Segundo Hans, um famoso endocrinologista do Canadá, a definição correta para o stress, seria um conjunto de reações que o organismo desenvolve ao ser submetido a uma situação que exige esforço para adaptação. Muitas vezes, o estressado não se dá conta da carga emocional e do seu estado de confusão mental. Os piques de humor e instabilidade gerando situações indesejadas, pode estar relacionada ao stress.
A pressão sofrida pelo adolescente para que escolha o curso certo, passe nas provas e consiga vaga em uma boa universidade, pode fazer com que ele se sinta em um estado constante de tensão, tanto pelas exigências vindas dos outros quanto pelas provenientes de si mesmo.
Nesses casos os sintomas identificados no final do ano são, dificuldade de concentração, problemas de memória, mau humor, problemas de sono, etc. Além desses, outros sinais de stress podem aparecer como se sentir preocupado e sob pressão o tempo todo, ter dificuldade para relaxar, aumento excessivo de irritabilidade, ter vontade de fugir e abandonar tudo, sentir muito medo do fracasso, perder o prazer de realizar atividades que antes eram muito agradáveis, entre outros.
Outro motivo que causa stress no adolescente, se refere a separação dos pais, que como conseqüência, pode ocasionar um acúmulo de pressões e de mudanças na rotina que pode deixar qualquer criança ou adolescente estressado. Outro caso pode ser um namoro complicado, uma gravidez inesperada, uma mudança muito brusca na rotina, o excesso de atividades, a morte de uma pessoa muito querida ou qualquer alteração muito significativa na vida.
Na correria do dia a dia, ficou difícil para todas as faixas etárias manterem-se em um patamar longe do stress. O stress é um processo, o seu desenvolvimento vai depender da resistência psicológica do indivíduo, da sua personalidade e do seu modo de perceber as coisas que se passam a sua volta. Pode ser rápido ou longo.
É importante tentar ao máximo manter-se longe da carga negativa causada pelo cotidiano, uma alimentação saudável e equilibrada, exercício físico e tentar melhorar a qualidade de vida investindo nas amizades, uma vida social e afetiva prazerosa e principalmente reservar um tempo para fazer aquilo que gosta e que o deixa relaxado. Dessa forma, desde a adolescência, é possível se prevenir contra o mal da vida moderna, preservando a saúde e o bem estar.
PSICANÁLISE
O fundador da Psicanálise foi um médico austríaco, Sigmund Freud, nascido em 1856. Estudou medicina e após o término do curso dirigiu-se a Paris para especializar-se em neurologia. Tornou-se então aluno do Dr. Charcot, que exerceu sobre Freud influência decisiva, principalmente por Charcot acreditar que as doenças mentais eram originadas de certos fatos passados na infância dos indivíduos doentes e para fazer com que seus pacientes narrassem fatos do seu tempo de criança, Charcot usava a hipnose e assim o médico com conhecimento de certos episódios emocionais na infância, descobriria as causas de suas doenças.
Em Viena, Freud associou-se ao Dr. Breur e ambos usavam o método de Charcot, isto é, hipnotizavam seus doentes de modo que contassem fatos de sua infância. Esse relato fornecia dados que auxiliavam no diagnóstico da doença e aliviavam o paciente libertando-o de alguns sintomas, a angústia, a agitação, a ansiedade, etc. Chamavam esse método de catarse. Notaram porém que essa cura era transitória, logo apareciam outros sintomas de perturbação.
Em 1922, Freud definiu a Psicanálise como um procedimento que servia para investigar processos anímicos dificilmente acessíveis por outras vias, um método de tratamento das perturbações neuróticas, fundado nessa investigação e uma série de concepções psicológicas, obtidas por esse caminho, que pouco a pouco foram se constituindo em uma nova disciplina científica. Freud, caracteriza a Psicanálise em função de uma teoria, um método e uma técnica.
Defini-se como teoria o sistema conceitual. Uma teoria se constrói a partir dos fenômenos, tentando revelar o sistema que o produz.
A partir do sintoma, do sono e do ato falho, Freud constrói uma teoria do aparelho psíquico.
O método em Psicanálise, é a associação livre e possibilita a passagem de uma teoria geral de um processo (teoria da elaboração onórica) para a compreensão de um fenômeno particular. Ou num nível mais amplo, a passagem de uma teoria geral do sujeito para o estudo de um sujeito singular e das determinações que o constituem. É a relação entre objeto teórico (teoria do inconsciente), com sua objetivação como método (associação livre, atenção flutuante) e determinação de uma técnica, o que permite transformações e articulações sobre a realidade.
Um instrumento técnico, a castração, com a qual se tenta descobrir situações históricas do paciente que possam estar determinando seu padecer atual.
Uma técnica não pode ser compreendida ou aplicada se os conceitos que a fundamentam são desconhecidos. Toda prática tem um efeito que lhe é especifico. No caso da Psicanálise, isto abre a questão do projeto terapêutico. Mencionando algumas das propostas que Freud foi elaborando ao longo de sua experiência, que são fazer consciente o inconsciente, resolver fixações infantis, colocar menos energia a serviço das defesas, ter mais capacidade de realizar sublimações e em última instância, melhorar as transações que o eu deve fazer constantemente ante as exigências contraditórias que lhe impõem o isso, o super eu e a realidade exterior.
Resumindo, a Psicanálise para Freud é uma técnica, um método terapêutico e um conjunto de concepções psicológicas convertendo-se em uma ideologia relevante frente a crise ideológica, isso faz com que em muitos pacientes encontraremos não um branco em sua história, mas um texto que vem recobrí-la.
Em Viena, Freud associou-se ao Dr. Breur e ambos usavam o método de Charcot, isto é, hipnotizavam seus doentes de modo que contassem fatos de sua infância. Esse relato fornecia dados que auxiliavam no diagnóstico da doença e aliviavam o paciente libertando-o de alguns sintomas, a angústia, a agitação, a ansiedade, etc. Chamavam esse método de catarse. Notaram porém que essa cura era transitória, logo apareciam outros sintomas de perturbação.
Em 1922, Freud definiu a Psicanálise como um procedimento que servia para investigar processos anímicos dificilmente acessíveis por outras vias, um método de tratamento das perturbações neuróticas, fundado nessa investigação e uma série de concepções psicológicas, obtidas por esse caminho, que pouco a pouco foram se constituindo em uma nova disciplina científica. Freud, caracteriza a Psicanálise em função de uma teoria, um método e uma técnica.
Defini-se como teoria o sistema conceitual. Uma teoria se constrói a partir dos fenômenos, tentando revelar o sistema que o produz.
A partir do sintoma, do sono e do ato falho, Freud constrói uma teoria do aparelho psíquico.
O método em Psicanálise, é a associação livre e possibilita a passagem de uma teoria geral de um processo (teoria da elaboração onórica) para a compreensão de um fenômeno particular. Ou num nível mais amplo, a passagem de uma teoria geral do sujeito para o estudo de um sujeito singular e das determinações que o constituem. É a relação entre objeto teórico (teoria do inconsciente), com sua objetivação como método (associação livre, atenção flutuante) e determinação de uma técnica, o que permite transformações e articulações sobre a realidade.
Um instrumento técnico, a castração, com a qual se tenta descobrir situações históricas do paciente que possam estar determinando seu padecer atual.
Uma técnica não pode ser compreendida ou aplicada se os conceitos que a fundamentam são desconhecidos. Toda prática tem um efeito que lhe é especifico. No caso da Psicanálise, isto abre a questão do projeto terapêutico. Mencionando algumas das propostas que Freud foi elaborando ao longo de sua experiência, que são fazer consciente o inconsciente, resolver fixações infantis, colocar menos energia a serviço das defesas, ter mais capacidade de realizar sublimações e em última instância, melhorar as transações que o eu deve fazer constantemente ante as exigências contraditórias que lhe impõem o isso, o super eu e a realidade exterior.
Resumindo, a Psicanálise para Freud é uma técnica, um método terapêutico e um conjunto de concepções psicológicas convertendo-se em uma ideologia relevante frente a crise ideológica, isso faz com que em muitos pacientes encontraremos não um branco em sua história, mas um texto que vem recobrí-la.
Comportamento Adolescente
A adolescência não é um fenômeno universal. Os antropólogos constatam que as sociedades tribais não passam por esse estágio, mesmo porque o advento do mundo adulto se encontra nitidamente marcado pelos ritos de passagem. Os rituais introduzem a criança no sistema de valores bem definidos do mundo adulto, não havendo ambigüidades a respeito dos direitos e deveres que o novo estado lhe acarreta.
Em nossa cultura, não só há o período de adolescência, como a tendência é ampliá-la cada vez mais, na medida em que o tempo de estudo aumenta, adiando a entrada no mercado de trabalho.
Torna-se cheio de contradições o espaço de tempo em que a pessoa, abandonando as características infantis ainda não assumiu as obrigações e responsabilidade da vida adulta.
De início o adolescente precisa elaborar algumas perdas do corpo infantil, do papel e identidade infantis, dos pais da infância. Não se reconhece mais no seu corpo, questiona-se a respeito da própria identidade.
Além disso, vive uma situação de ambigüidade, ao mesmo tempo que hostiliza os pais, deseja sua atenção. Por outro lado, também a atitude dos pais é ambígua, pois em certos assuntos esperam dos filhos o comportamento adulto e em outros momentos, tratam-nos como crianças.
Na infância há várias alterações no desenvolvimento infantil, mas nenhuma é tão crucial como a da adolescência, não se trata de pequenas mudanças quantitativas, mas de um salto qualitativo, que traz certa perplexidade ao adolescente.
AMADURECIMENTO PSICOLÓGICO
Alguns especialistas acreditam que a adolescência nos dias atuais pode se estender em muitos casos até a faixa dos trinta anos.
Winnicott, psicanalista inglês, refere-se ao contexto da adolescência dentro da teoria do amadurecimento pessoal, enfatizando o rearranjo psíquico que ocorre de acordo com os padrões organizados na primeira infância e apresentando algumas características dessa fase, como a imaturidade e o isolamento. Outros elementos são articulados, como a luta para sentir-se real, a repulsa pelas falsas soluções, as fantasias inerentes às escolhas objetais e os problemas que daí decorre. Articula-se o papel dos pais e professores como fundamental para a contenção e fornecimento de realidade.
Apresenta-se a problemática da distinção das patologias que se confundem com a adolescência normal e a relação destas com as tendências anti-sociais.
Segundo a teoria de winnicott, o seu humor pode se desenvolver através de uma tendência inata a integração e ao amadurecimento. Porém, nada se realiza sem uma provisão ambiental suficientemente boa, que estabelece com a genética um entrelaçamento complexo.
O adolescente repete a batalha do bebê, torna-se apto a se relacionar com objetos fora de seu controle mágico, reconhecendo objetos que não são parte dele.
A luta do adolescente concentra-se em descobrirem-se em seus elementos destrutivos e amorosos. Discutem-se algumas características da sexualidade do adolescente, bem como de suas fantasias agressivas. A imaturidade desse período é considerada como germe das mudanças da sociedade e é enfatizada como algo necessário, que só o tempo pode curar. Algumas peculiaridades do adolescente, como a luta para sentirem-se reais e a recusa de falsas soluções são discutidas como elementos a mais no desafio que o adolescente oferece a seus pais.
A adolescência para winnicott, é uma fase de crescimento normal que compreende a puberdade e suas inerentes mudanças sexuais, bem como a busca do adolescente em tornar-se adulto. Nessa fase há um quadro confuso, em que ocorre a oscilação entre dependência e arrogância em relação aos pais e a sociedade.
O modo como o adolescente enfrenta as mudanças e lida com as ansiedades decorrentes das mesmas, baseia-se no padrão organizado desde os primeiros tempos da infância. Esse padrão é uma boa parte inconsciente e também marcado por aquilo que a criança não viveu. Assim os sucessos e os fracassos do bebê e da criança em lidarem com seus sentimentos retornam para acomodar-se. Já a criança bem cuidada chega a adolescência com um método para atender aos novos sentimentos, tolerar situações de apuro e rechaçar situações que envolvam ansiedades intoleráveis. O fato dos pais terem fornecido um bom início, não implica a ausência de problemas. Há uma longa luta na qual os pais precisam sobreviver.
Em nossa cultura, não só há o período de adolescência, como a tendência é ampliá-la cada vez mais, na medida em que o tempo de estudo aumenta, adiando a entrada no mercado de trabalho.
Torna-se cheio de contradições o espaço de tempo em que a pessoa, abandonando as características infantis ainda não assumiu as obrigações e responsabilidade da vida adulta.
De início o adolescente precisa elaborar algumas perdas do corpo infantil, do papel e identidade infantis, dos pais da infância. Não se reconhece mais no seu corpo, questiona-se a respeito da própria identidade.
Além disso, vive uma situação de ambigüidade, ao mesmo tempo que hostiliza os pais, deseja sua atenção. Por outro lado, também a atitude dos pais é ambígua, pois em certos assuntos esperam dos filhos o comportamento adulto e em outros momentos, tratam-nos como crianças.
Na infância há várias alterações no desenvolvimento infantil, mas nenhuma é tão crucial como a da adolescência, não se trata de pequenas mudanças quantitativas, mas de um salto qualitativo, que traz certa perplexidade ao adolescente.
AMADURECIMENTO PSICOLÓGICO
Alguns especialistas acreditam que a adolescência nos dias atuais pode se estender em muitos casos até a faixa dos trinta anos.
Winnicott, psicanalista inglês, refere-se ao contexto da adolescência dentro da teoria do amadurecimento pessoal, enfatizando o rearranjo psíquico que ocorre de acordo com os padrões organizados na primeira infância e apresentando algumas características dessa fase, como a imaturidade e o isolamento. Outros elementos são articulados, como a luta para sentir-se real, a repulsa pelas falsas soluções, as fantasias inerentes às escolhas objetais e os problemas que daí decorre. Articula-se o papel dos pais e professores como fundamental para a contenção e fornecimento de realidade.
Apresenta-se a problemática da distinção das patologias que se confundem com a adolescência normal e a relação destas com as tendências anti-sociais.
Segundo a teoria de winnicott, o seu humor pode se desenvolver através de uma tendência inata a integração e ao amadurecimento. Porém, nada se realiza sem uma provisão ambiental suficientemente boa, que estabelece com a genética um entrelaçamento complexo.
O adolescente repete a batalha do bebê, torna-se apto a se relacionar com objetos fora de seu controle mágico, reconhecendo objetos que não são parte dele.
A luta do adolescente concentra-se em descobrirem-se em seus elementos destrutivos e amorosos. Discutem-se algumas características da sexualidade do adolescente, bem como de suas fantasias agressivas. A imaturidade desse período é considerada como germe das mudanças da sociedade e é enfatizada como algo necessário, que só o tempo pode curar. Algumas peculiaridades do adolescente, como a luta para sentirem-se reais e a recusa de falsas soluções são discutidas como elementos a mais no desafio que o adolescente oferece a seus pais.
A adolescência para winnicott, é uma fase de crescimento normal que compreende a puberdade e suas inerentes mudanças sexuais, bem como a busca do adolescente em tornar-se adulto. Nessa fase há um quadro confuso, em que ocorre a oscilação entre dependência e arrogância em relação aos pais e a sociedade.
O modo como o adolescente enfrenta as mudanças e lida com as ansiedades decorrentes das mesmas, baseia-se no padrão organizado desde os primeiros tempos da infância. Esse padrão é uma boa parte inconsciente e também marcado por aquilo que a criança não viveu. Assim os sucessos e os fracassos do bebê e da criança em lidarem com seus sentimentos retornam para acomodar-se. Já a criança bem cuidada chega a adolescência com um método para atender aos novos sentimentos, tolerar situações de apuro e rechaçar situações que envolvam ansiedades intoleráveis. O fato dos pais terem fornecido um bom início, não implica a ausência de problemas. Há uma longa luta na qual os pais precisam sobreviver.
Filosofia da linguagem
Considerando o homem um ser que fala e a palavra a senha de entrada no mundo humano, vamos examinar mais profundamente o que vem a ser a linguagem especificamente humana.
O homem é o único animal capaz de criar símbolos em relação ao objeto que representam e, por isso mesmo, convencionais, dependentes de aceitação social. É só a partir dessa aceitação que podemos nos comunicar. A linguagem, portanto, é um sistema de representações aceitas por um grupo social, que possibilita a comunicação entre integrantes desse mesmo grupo.
A linguagem é um dos principais instrumentos na formação do mundo cultural, pois é ela que nos permite transcender a nossa experiência.
O simples pronunciar de uma palavra torna presente à nossa consciência, o objeto a que ela se refere. Através da linguagem criamos um mundo estável de idéias que nos permite lembrar o que já foi e projetar o que será.
Pela linguagem, o homem deixa de reagir somente ao presente, ao imediato, passa a poder pensar o passado e o futuro, com isso, a construir o seu projeto de vida.
Toda a linguagem é um sistema de signos. O signo é uma coisa que está em lugar de outra, sob algum aspecto, gestos, números, palavras, desenhos, etc.
Assim como existem diversos tipos de linguagem, existem diversos tipos de pensamentos. O concreto, que se forma a partir da concepção, o abstrato que estabelece relações que cria os conceitos e as noções gerais e abstratas, é imediato e racional.
Para cada tipo de pensamento há um tipo de linguagem adequado.
Para o pensamento abstrato e conceitual, a língua se apresenta como condição necessária, por ser um sistema de signos simbólicos, que nos permite transcender o dado vivido e construir um mundo de idéias.
Assim podemos dizer que a estruturação da língua influencia a percepção da realidade e o nível de abstração e generalização do pensamento.
Por outro lado, outros tipos de linguagem em especial a linguagem artística, são mais adequados ao pensamento concreto.
Além do pensamento, a linguagem também mantém estreita estreita relação com a cultura. Nas línguas há modificações de repertório e semânticas a partir das novas descobertas e do desenvolvimento da técnica. Nas artes, as reestruturações da linguagem respondem as mudanças de valores, de anseios e de buscas no seio da cultura de cada sociedade.
O homem é o único animal capaz de criar símbolos em relação ao objeto que representam e, por isso mesmo, convencionais, dependentes de aceitação social. É só a partir dessa aceitação que podemos nos comunicar. A linguagem, portanto, é um sistema de representações aceitas por um grupo social, que possibilita a comunicação entre integrantes desse mesmo grupo.
A linguagem é um dos principais instrumentos na formação do mundo cultural, pois é ela que nos permite transcender a nossa experiência.
O simples pronunciar de uma palavra torna presente à nossa consciência, o objeto a que ela se refere. Através da linguagem criamos um mundo estável de idéias que nos permite lembrar o que já foi e projetar o que será.
Pela linguagem, o homem deixa de reagir somente ao presente, ao imediato, passa a poder pensar o passado e o futuro, com isso, a construir o seu projeto de vida.
Toda a linguagem é um sistema de signos. O signo é uma coisa que está em lugar de outra, sob algum aspecto, gestos, números, palavras, desenhos, etc.
Assim como existem diversos tipos de linguagem, existem diversos tipos de pensamentos. O concreto, que se forma a partir da concepção, o abstrato que estabelece relações que cria os conceitos e as noções gerais e abstratas, é imediato e racional.
Para cada tipo de pensamento há um tipo de linguagem adequado.
Para o pensamento abstrato e conceitual, a língua se apresenta como condição necessária, por ser um sistema de signos simbólicos, que nos permite transcender o dado vivido e construir um mundo de idéias.
Assim podemos dizer que a estruturação da língua influencia a percepção da realidade e o nível de abstração e generalização do pensamento.
Por outro lado, outros tipos de linguagem em especial a linguagem artística, são mais adequados ao pensamento concreto.
Além do pensamento, a linguagem também mantém estreita estreita relação com a cultura. Nas línguas há modificações de repertório e semânticas a partir das novas descobertas e do desenvolvimento da técnica. Nas artes, as reestruturações da linguagem respondem as mudanças de valores, de anseios e de buscas no seio da cultura de cada sociedade.
Comportamento dos pais na infância dos seus filhos
COMPORTAMENTO DOS PAIS DURANTE A INFÂNCIA DOS SEUS FILHOS
O surgimento da doença mental, é avassalador para a relação com a família, principalmente quando se manifesta em crianças e adolescentes. Causando mudanças na dinâmica da família, gerando perturbações que podem atingir o vínculo do casal, o desempenho dos papeis de pai e mãe e também o relacionamento entre os irmãos, colocando o grupo no enfrentamento de situações adversas.
Entre os estressores psicossociais que podem intensificar ou contribuir para o surgimento de sintomas psiquiátricos mais comuns nessa fase da vida, está a relação familiar. Problemas como discórdia familiar, pai ou mãe com transtorno mental, rejeição, abandono, maus tratos, são fatores que podem causar um ambiente familiar caótico, interferindo na saúde emocional, agravando estados psiquiátricos já existentes ou contribuir para a sua eclosão.
Outro aspecto a ser considerado, é que o surgimento da doença, geralmente, pega a família despreparada para lidar com essa realidade.
Se cuidarmos apenas dos sintomas apresentados pelas crianças e não atentarmos para os estressores psicossociais que incidem sobre o seu grupo familiar, dificilmente podemos vislumbrar possibilidades para uma vida com melhor qualidade e que estimule a confiança e autonomia.
Os pais e familiares, necessitam de cuidados e apoio emocional em seu sofrimento, angústias, conflitos e dores.
A família destaca-se por possuir valores, crenças e costumes que muitas vezes são transmitidos de geração para geração, assim como a criança também pode conviver com a violência, a mentira, o desrespeito e tantos outros maus tratos que prejudicam a formação da personalidade da criança e podem comprometer a saúde mental dessa criança no futuro (ansiedade, depressão, isolamento social, suicídio, abuso de drogas, transtorno de conduta, etc.).
Outras conseqüências da violência na família contra a criança, incluem atrasos no desenvolvimento cognitivo, déficit intelectual e fracasso escolar, além de violência e criminalidade na adolescência e na vida adulta.
A função dos pais é de socialização das crianças e responsável pelo apoio físico, emocional, educacional e social da criança.
Todas as atitudes que contribuem para relações mais harmoniosas, que resultam em maior tolerância e compreensão, na tentativa de construção ou reconstrução da família, contribuem para o bem estar de todos os membros da família.
Alguns estudos apontam que há mudanças nas relações e rotinas familiares com a presença de um portador de transtorno mental, por isso manter algumas atividades em família, é uma forma de manter a união da família.
O surgimento da doença mental, é avassalador para a relação com a família, principalmente quando se manifesta em crianças e adolescentes. Causando mudanças na dinâmica da família, gerando perturbações que podem atingir o vínculo do casal, o desempenho dos papeis de pai e mãe e também o relacionamento entre os irmãos, colocando o grupo no enfrentamento de situações adversas.
Entre os estressores psicossociais que podem intensificar ou contribuir para o surgimento de sintomas psiquiátricos mais comuns nessa fase da vida, está a relação familiar. Problemas como discórdia familiar, pai ou mãe com transtorno mental, rejeição, abandono, maus tratos, são fatores que podem causar um ambiente familiar caótico, interferindo na saúde emocional, agravando estados psiquiátricos já existentes ou contribuir para a sua eclosão.
Outro aspecto a ser considerado, é que o surgimento da doença, geralmente, pega a família despreparada para lidar com essa realidade.
Se cuidarmos apenas dos sintomas apresentados pelas crianças e não atentarmos para os estressores psicossociais que incidem sobre o seu grupo familiar, dificilmente podemos vislumbrar possibilidades para uma vida com melhor qualidade e que estimule a confiança e autonomia.
Os pais e familiares, necessitam de cuidados e apoio emocional em seu sofrimento, angústias, conflitos e dores.
A família destaca-se por possuir valores, crenças e costumes que muitas vezes são transmitidos de geração para geração, assim como a criança também pode conviver com a violência, a mentira, o desrespeito e tantos outros maus tratos que prejudicam a formação da personalidade da criança e podem comprometer a saúde mental dessa criança no futuro (ansiedade, depressão, isolamento social, suicídio, abuso de drogas, transtorno de conduta, etc.).
Outras conseqüências da violência na família contra a criança, incluem atrasos no desenvolvimento cognitivo, déficit intelectual e fracasso escolar, além de violência e criminalidade na adolescência e na vida adulta.
A função dos pais é de socialização das crianças e responsável pelo apoio físico, emocional, educacional e social da criança.
Todas as atitudes que contribuem para relações mais harmoniosas, que resultam em maior tolerância e compreensão, na tentativa de construção ou reconstrução da família, contribuem para o bem estar de todos os membros da família.
Alguns estudos apontam que há mudanças nas relações e rotinas familiares com a presença de um portador de transtorno mental, por isso manter algumas atividades em família, é uma forma de manter a união da família.
Teoria Psicanalítica do desenvolvimento Infantil
De acordo com a psicanálise, o desenvolvimento infantil se dá desde o nascimento da criança. Quando a criança nasce, ela está com o seu aparelho imaturo. Essa imaturidade a leva a uma descordenação de movimentos, característica de um cérebro em desenvolvimento, movimentos reflexos são gradativamente substituídos por atividades voluntárias a medida que seu desenvolvimento neurológico se dá. Isso se caracteriza pelo controle do corpo, da cabeça para os pés e do centro do corpo para as extremidades. Quanto ao desenvolvimento da linguagem, é um processo muito dinâmico, relacionado a diferentes fatores determinantes. O meio cultural, as pessoas ali inseridas, os costumes sociais e familiares, a relação com a comunidade, a escola, levando cada criança de um modo diferenciado, a apropriação da linguagem a medida que participa ativamente das interações com esses segmentos.
A medida que a criança vai ganhando autonomia com o uso de sua linguagem, vai necessitando de mais participação da linguagem do outro e de sua diversidade conceitual para formar o seu próprio discurso.
No desenvolvimento infantil, a Psicanálise também revelou toda uma gana de fatores que indicavam os princípios das funções sexuais no início da vida extra uterina, as comprovações iniciais da sexualidade em crianças foram obtidas por meio de exame analítico. Vale afirmar que Freud afirmava que a sexualidade não estava relacionada apenas aos órgãos genitais, estendendo-se a diversas partes do corpo. A amamentação era entendida como uma experiência sexual da criança, geradora de prazer.
A primeira área de prazer do ser humano, é a boca. É por meio dela que o bebê sacia a sua fome e tem sua fonte do prazer.
A boca também é um importante meio utilizado pelo bebê para conhecer o mundo. É por ela que ele morde, agarra, experimenta os objetos. Por isso, esta primeira fase do desenvolvimento é denominada fase oral.
Em um segundo momento do desenvolvimento, quando o bebê tem de 1 a 2 anos de idade, ele descobre novas maneiras de ver o mundo e começar a desviar os seus interesses da boca, voltando para outras partes do corpo. Nesse período, a criança começa a controlar fezes e urina e direciona a sua atenção para o funcionamento anal.
Outro aspecto que também acaba sendo fonte de curiosidade para as crianças de 3 a 4 anos de idade, é a descoberta da diferença entre os sexos.
A próxima etapa de 3 a 7 anos, é considerada a fase fálica, na qual as crianças vão se interessar pelo falo (pênis) e se acentuam as discussões sobre as diferenças anatômicas. Também aparece a identificação dos filhos com os pais do mesmo sexo.
Posteriormente de 7 a 12 anos, é a chamada fase da latência, na qual os meninos e as meninas se interessam mais por brincar em grupos separados por sexo, nesse período, não priorizam ou não estão muito atentos as questões da sexualidade.
Com início da puberdade aos 12 anos, inicia-se a fase genital, em função das questões hormonais, havendo um retorno do interesse pela sexualidade.
Fase oral
É a fase de organização libidual que se estende desde o nascimento até o desmame.
Gradativamente a criança identifica-se com a sua mãe e se desenvolve armazenando passivamente as palavras, os sons, as imagens e as sensações.
As primeiras palavras são uma conquista que exige esforço, recompensados pela energia e as carícias do meio familiar, paralelamente aparece a dentição com sofrimentos que exigem ser aliviados pelo ato de morder.
De acordo com Barros (1993) para a concepção psicanalítica, a passagem segura pela fase oral, tem conseqüências muito importantes na vida dos indivíduos. Se as necessidades forem satisfeitas, a pessoa crescerá de maneira psicologicamente saudável, se não o forem, seu ego está comprometido. Alguns psicanalistas atribuem o alcoolismo por exemplo, às frustrações na fase oral.
Freud também considera que pessoas que fumam ou roem unhas, e aquelas que tem obsessão por comer, são fixadas na fase oral. Elas utilizam a boca para aliviar suas ansiedades e tensões.
Fase anal
Nessa fase, o sujeito atinge um maior desenvolvimento neuromuscular, a libido que provocava a sucção lúdica da fase oral, provoca agora a retenção lúdica das fezes e da urina. Parece ser esta a primeira descoberta do prazer auto-erótico, que é um dos componentes normais da sexualidade. A atuação materna determina a atmosfera agradável ou não no uso do banheiro pela criança. Nessa fase a criança teme de forma acentuada a rejeição dos pais se não conseguir controlar as fezes e a urina.
Para Barros, as conseqüências futuras para uma criança que se fixa na fase anal, traz dificuldades de desprendimento material, que prejudicam o ego da pessoa adulta. Os psicanalistas atribuem a avareza, a exagerada preocupação com a limpeza e a meticulose, (no adulto), as frustrações ocorridas na fase anal.
Fase fálica
Nessa fase, Freud denominou Complexo de Édipo nos meninos e Complexo de Electra nas meninas.
No decorrer da fase anal, sucedem-se vários processos e ocorrências. Desses, destaca-se o Complexo de Édipo, pois em torno dele se dá a estruturação da personalidade do indivíduo. Acontece entre os 2 e 5 anos de idade. A mãe é o objeto de desejo do menino e o pai é o rival que impede seu acesso ao objeto desejado nesse período, o menino busca competir com o pai para conseguir o amor da mãe. Ele fica muito envolvido com ela, tem ciúmes da mãe e procura imitar o pai. É solicito com a mãe, tenta resolver os problemas e ajudá-la. Esse processo também ocorre com as meninas, sendo invertidas as figuras do desejo e de identificação.
Segundo Freud, a passagem do menino pelo Complexo de Édipo e da menina pelo Complexo de Electra, são momentos importantes na vida das crianças, pois tanto os meninos como as meninas precisam se identificar com os pais para adquirir os seus padrões e valores.
Fase de latência
Nessa fase, as crianças se interessam por atividades culturais, lazer e atividades escolares, são ativas nessas áreas, mas em relação a sexualidade ficam passivas.
Aparecem barreiras mentais que impedem que a criança manifeste seu libido, ela tem vergonha de mostrar suas emoções e os impulsos sexuais são sublimados para outras atividades.
Fase genital
Essa fase depende do desenvolvimento saudável da fase anterior, a da latência.
Com o aparecimento da ejaculação, no menino, bem como do fluxo menstrual e do desenvolvimento mamário da menina, a puberdade proporciona elementos que faltam para a compreensão do papel do homem e da mulher na reprodução.
O adolescente começa a se conscientizar de sua identidade sexual.
A medida que a criança vai ganhando autonomia com o uso de sua linguagem, vai necessitando de mais participação da linguagem do outro e de sua diversidade conceitual para formar o seu próprio discurso.
No desenvolvimento infantil, a Psicanálise também revelou toda uma gana de fatores que indicavam os princípios das funções sexuais no início da vida extra uterina, as comprovações iniciais da sexualidade em crianças foram obtidas por meio de exame analítico. Vale afirmar que Freud afirmava que a sexualidade não estava relacionada apenas aos órgãos genitais, estendendo-se a diversas partes do corpo. A amamentação era entendida como uma experiência sexual da criança, geradora de prazer.
A primeira área de prazer do ser humano, é a boca. É por meio dela que o bebê sacia a sua fome e tem sua fonte do prazer.
A boca também é um importante meio utilizado pelo bebê para conhecer o mundo. É por ela que ele morde, agarra, experimenta os objetos. Por isso, esta primeira fase do desenvolvimento é denominada fase oral.
Em um segundo momento do desenvolvimento, quando o bebê tem de 1 a 2 anos de idade, ele descobre novas maneiras de ver o mundo e começar a desviar os seus interesses da boca, voltando para outras partes do corpo. Nesse período, a criança começa a controlar fezes e urina e direciona a sua atenção para o funcionamento anal.
Outro aspecto que também acaba sendo fonte de curiosidade para as crianças de 3 a 4 anos de idade, é a descoberta da diferença entre os sexos.
A próxima etapa de 3 a 7 anos, é considerada a fase fálica, na qual as crianças vão se interessar pelo falo (pênis) e se acentuam as discussões sobre as diferenças anatômicas. Também aparece a identificação dos filhos com os pais do mesmo sexo.
Posteriormente de 7 a 12 anos, é a chamada fase da latência, na qual os meninos e as meninas se interessam mais por brincar em grupos separados por sexo, nesse período, não priorizam ou não estão muito atentos as questões da sexualidade.
Com início da puberdade aos 12 anos, inicia-se a fase genital, em função das questões hormonais, havendo um retorno do interesse pela sexualidade.
Fase oral
É a fase de organização libidual que se estende desde o nascimento até o desmame.
Gradativamente a criança identifica-se com a sua mãe e se desenvolve armazenando passivamente as palavras, os sons, as imagens e as sensações.
As primeiras palavras são uma conquista que exige esforço, recompensados pela energia e as carícias do meio familiar, paralelamente aparece a dentição com sofrimentos que exigem ser aliviados pelo ato de morder.
De acordo com Barros (1993) para a concepção psicanalítica, a passagem segura pela fase oral, tem conseqüências muito importantes na vida dos indivíduos. Se as necessidades forem satisfeitas, a pessoa crescerá de maneira psicologicamente saudável, se não o forem, seu ego está comprometido. Alguns psicanalistas atribuem o alcoolismo por exemplo, às frustrações na fase oral.
Freud também considera que pessoas que fumam ou roem unhas, e aquelas que tem obsessão por comer, são fixadas na fase oral. Elas utilizam a boca para aliviar suas ansiedades e tensões.
Fase anal
Nessa fase, o sujeito atinge um maior desenvolvimento neuromuscular, a libido que provocava a sucção lúdica da fase oral, provoca agora a retenção lúdica das fezes e da urina. Parece ser esta a primeira descoberta do prazer auto-erótico, que é um dos componentes normais da sexualidade. A atuação materna determina a atmosfera agradável ou não no uso do banheiro pela criança. Nessa fase a criança teme de forma acentuada a rejeição dos pais se não conseguir controlar as fezes e a urina.
Para Barros, as conseqüências futuras para uma criança que se fixa na fase anal, traz dificuldades de desprendimento material, que prejudicam o ego da pessoa adulta. Os psicanalistas atribuem a avareza, a exagerada preocupação com a limpeza e a meticulose, (no adulto), as frustrações ocorridas na fase anal.
Fase fálica
Nessa fase, Freud denominou Complexo de Édipo nos meninos e Complexo de Electra nas meninas.
No decorrer da fase anal, sucedem-se vários processos e ocorrências. Desses, destaca-se o Complexo de Édipo, pois em torno dele se dá a estruturação da personalidade do indivíduo. Acontece entre os 2 e 5 anos de idade. A mãe é o objeto de desejo do menino e o pai é o rival que impede seu acesso ao objeto desejado nesse período, o menino busca competir com o pai para conseguir o amor da mãe. Ele fica muito envolvido com ela, tem ciúmes da mãe e procura imitar o pai. É solicito com a mãe, tenta resolver os problemas e ajudá-la. Esse processo também ocorre com as meninas, sendo invertidas as figuras do desejo e de identificação.
Segundo Freud, a passagem do menino pelo Complexo de Édipo e da menina pelo Complexo de Electra, são momentos importantes na vida das crianças, pois tanto os meninos como as meninas precisam se identificar com os pais para adquirir os seus padrões e valores.
Fase de latência
Nessa fase, as crianças se interessam por atividades culturais, lazer e atividades escolares, são ativas nessas áreas, mas em relação a sexualidade ficam passivas.
Aparecem barreiras mentais que impedem que a criança manifeste seu libido, ela tem vergonha de mostrar suas emoções e os impulsos sexuais são sublimados para outras atividades.
Fase genital
Essa fase depende do desenvolvimento saudável da fase anterior, a da latência.
Com o aparecimento da ejaculação, no menino, bem como do fluxo menstrual e do desenvolvimento mamário da menina, a puberdade proporciona elementos que faltam para a compreensão do papel do homem e da mulher na reprodução.
O adolescente começa a se conscientizar de sua identidade sexual.
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